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O objetivo de desenvolver embalagens mais sustentáveis é transformar a realidade onde vivemos

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A transparência na comunicação de Sustentabilidade é um pilar fundamental para essa transformação

Por Letícia Caroline Méo*

No final de novembro, tive a alegria de participar de um evento promovido pelo Conecta Verde, dedicado a bioembalagens, biomateriais e bioplásticos.

Falei sobre “Comunicação e Transparência”, com o intuito de ajudar as marcas a comunicarem a sustentabilidade, ganharem valor para seus produtos, claro, de forma ética e responsável.

Mas, a mensagem principal que quis passar foi: quando inovamos em embalagens mais sustentáveis, queremos transformar a realidade onde vivemos.

É claro que também buscamos mercado, competitividade e crescimento. Somos empresas. Faz parte.

Porém, há um motivo que antecede tudo isso: o desejo genuíno de construir um lugar melhor.

E, para que essa transformação seja real, existe um elemento indispensável: humildade.

Humildade para reconhecer os benefícios das nossas inovações — que já representam avanços incríveis e precisam acelerar e escalar — e, ao mesmo tempo, humildade para assumir os desafios que ainda permanecem.

Desafios como a dificuldade de reciclagem, a confusão entre biodegradável e compostável, a falta de infraestrutura, a comunicação técnica que não chega às pessoas e não engaja, o desafio do custo.

É exatamente aqui que entra o princípio da transparência na comunicação. Transparência que não é só uma exigência regulatória — é um dever ético, moral e estratégico.

Comunicar com clareza e honestidade não diminui nenhuma inovação. Pelo contrário, é isso que permite escalar as boas soluções, gerar confiança e abrir espaço para cooperação.

Quando empresas, consumidores, governos, fornecedores e concorrentes conseguem conversar a partir de informações verdadeiras, de dados e evidências concretas, nasce algo raro, que é o diálogo qualificado, parcerias improváveis e projetos colaborativos capazes de realmente superar os desafios atuais.

Em um mundo tão complexo, em que o impacto dos resíduos é um problema de todos nós, não faz sentido seguirmos individualmente, sem cooperação.

A sustentabilidade nas embalagens não será construída por uma empresa só, nem por um único tipo de tecnologia. Ela nasce da junção entre inovação, propósito e transparência — sempre lado a lado.

E há regras, manuais, normas globais que nos ajudam a transformar nossas iniciativas em valor, mesmo com comunicação honesta (sem Greenwashing).

**As opiniões expressas e os dados apresentados em artigos são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, o posicionamento dos editores do Conecta Verde.

Conteúdo por:

Letícia Caroline Méo*

* Consultora e advogada em ESG, Sustentabilidade e Comunicação; mestre e especialista em Direito; professora; palestrante e autora do livro “Greenwashing e Direito do Consumidor”.

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