Acordo prevê chamada pública com foco em alternativas para promover a descarbonização da cadeia
Editado por Flavius Deliberalli
A Suzano, produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, e a Natura, uma das empresas que lidera o mercado de beleza e cuidados pessoais na América Latina, anunciaram a criação de um consórcio para estimular o desenvolvimento de soluções sustentáveis na produção de embalagens para uso em cosméticos.
Segundo as empresas envolvidas no acordo, as inovações devem contribuir para a redução de emissões de carbono e a descarbonização da cadeia de forma a impulsionar e fortalecer a economia regenerativa no setor.
“Essa parceria vai além das embalagens, ela contribui para metas globais de descarbonização e mostra como ciência e inovação, quando alinhadas à sustentabilidade, podem transformar indústrias e gerar benefícios reais para pessoas e para o planeta”, disse André Junqueira, diretor de operações comerciais da Unidade de Papel e Embalagem da Suzano.
As empresas destacaram ainda que a aliança estratégica, formalizada durante a COP30, realizada em novembro, em Belém (PA), também prevê uma chamada pública para reunir e integrar centros de pesquisa, empresas e startups que também tenham o compromisso com o meio ambiente e práticas sustentáveis. O objetivo é impulsionar o desenvolvimento de soluções aplicáveis na formação de embalagens compatíveis para uso em cosméticos como frascos, potes, tampas e outros recipientes, bem como em embalagens flexíveis, filmes e coatings.
Outro ponto importante do acordo é que também haverá um comitê de avaliação multidisciplinar, que levará em consideração, sobretudo, três parâmetros prioritários: ser de fonte renovável, ser uma solução biodegradável e ser passível de reciclabilidade.
“A inovação orientada pela sustentabilidade sempre guiou a Natura na busca por soluções de baixo impacto. O consórcio com a Suzano reforça nossa convicção de que a transformação das embalagens na indústria depende de colaboração e novas tecnologias de baixo carbono. Ao reunir startups, ciência e parceiros estratégicos, aceleramos a descoberta de materiais mais circulares e regenerativos, alinhados às ambições da Natura de se tornar uma empresa regenerativa até 2050”, comentou Romulo Zamberlan, diretor de Pesquisa Avançada da Natura.
Mais informações:
Suzano
www.suzano.com.br
Natura
www.natura.com.br
























