Análise de sedimentos e animais que vivem entre 400 e 1.500 metros de profundidade na Bacia de Santos revelou a presença de fibras plásticas e materiais que servem como isolantes elétricos e retardantes de chamas
Editado por Flavius Deliberalli com informações da matéria de André Julião | Agência FAPESP
Um estudo publicado no Marine Pollution Bulletin por pesquisadores do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) apontou a presença de microplásticos e dos chamados Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) em sedimentos, peixes e invertebrados que vivem em águas brasileiras profundas, entre 400 e 1.500 metros abaixo da superfície. As coletas foram realizadas na Bacia de Santos, distante cerca de 140 quilômetros da costa
De acordo com Gabriel Stefanelli-Silva, primeiro autor do estudo, realizado durante doutorado no IO-USP com bolsa da FAPESP, o maior desafio é determinar a origem dos compostos, já que tanto microplásticos quanto POPs são transportados na atmosfera, e como eles impactam a fauna de profundidade.
No estudo, duas categorias de POPs foram analisadas em sedimentos e nos peixes: os PCBs (bifenilas policloradas), que são isolantes elétricos, e os PBDEs (éteres difenílicos polibromados), que atuam como retardantes de chamas. Nos sedimentos, os únicos POPs detectados foram os PCBs. Já nos peixes as duas classes de poluentes persistentes foram encontradas.
Mais informações:
Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP)
www.io.usp.br
Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen)
www.gov.br/ipen




















