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Conecta Verde

Seriam os biopolímeros o futuro do delivery?

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Conheça iniciativas da Terraw Embalagens e growPack que visam diminuir o impacto ambiental

 

Por Elen Nunes / Editado por Flavius Deliberalli

O VITRINE, espaço dedicado a apresentar periodicamente – e com detalhes – produtos e embalagens disponíveis nos pontos-de-venda do Brasil que foram desenvolvidos de forma estratégica para exercer menos impacto no meio ambiente, além de demais iniciativas nesse sentido, está de volta. E nesta edição, você conhecerá mais sobre o trabalho desenvolvido pela Terraw Embalagens e growPack.

Parece que o segmento de delivery de alimentos está caminhando na direção de compreender o biopolímero como uma das principais alternativas para embalagens de uso único, que são descartadas imediatamente após o consumo.

Em uma das primeiras matérias do portal Conecta Verde, abordamos o possível crescimento do impacto ambiental nesse segmento por conta da pandemia, que havia proporcionado um grande aumento na quantidade de pedidos. Agora, o foco é apresentar iniciativas que atendem esse mercado, mas buscando um menor impacto ambiental.

Confira:

Terraw Embalagens
A empresa surgiu com a missão de reduzir o impacto ambiental, aumentando a conscientização sobre a gestão de resíduos e oferecendo produtos e serviços inovadores que diminuem o desperdício para eventos e restaurantes através de embalagens para delivery, take-away ou para consumo no local.

De acordo com a empresa, seus produtos são 100% biodegradáveis e compostáveis, feitos 100% de plantas. Além disso, todas as matérias-primas dos produtos são de fontes renováveis.

A Terraw Embalagens informou também que a grande maioria das suas embalagens (marmitas, bowls, hamburgueiras, pratos) são feitas de palha de trigo. Já os copos são feitos de papel e os talheres de madeira certificada pelo Forest Stewardship Council (FSC).

Foi destacado ainda pela empresa que nenhum de seus produtos recebe qualquer tipo de barreira ou película plástica, nem coloração. Sendo assim, todos possuem a cor natural da matéria-prima e estão aptas a freezer, forno e micro-ondas, podendo acondicionar qualquer tipo de alimento.

Por fim, a respeito da compostabilidade, a Terraw Embalagens reforça que seus produtos podem ser submetidos a composteiras domésticas ou industriais, e conforme certificado, se desintegram em até três meses e se degradam completamente em até seis meses.

“A Terraw visa unir a praticidade do descartável com a sustentabilidade do compostável, tornando os mercados do delivery e de eventos, que sempre geraram muito resíduo, mais sustentáveis”, explica Ricardo Carvalho, CEO e sócio-fundador da Terraw Embalagens.

Ricardo Carvalho, CEO e sócio-fundador da Terraw Embalagens
Hamburgueira quadrada da Terraw Embalagens

growPack
Uma conversa entre amigos de infância, que trabalhavam juntos no setor de eventos e música, em Buenos Aires, na Argentina, deu origem à empresa que produz embalagens a partir da palha de milho em Vinhedo (SP).

De acordo com a growPack, a utilização deste processo e dessa matéria-prima possibilita uma tecnologia versátil e que pode ser adaptada às fontes alternativas de biomassa, permitindo criar diferentes produtos de acordo com a necessidade do mercado. Além disso, a empresa se propôs a estudar a lignina e a celulose, que são compostos orgânicos de grande abundância para aprimorar as suas próprias funções naturais.

A growPack destaca também que o processo de produção de embalagens a partir da palha de milho contempla uma tecnologia proprietária e 100% mecânica, ou seja, não há cozimento químico nas matérias-primas, sendo uma alternativa mais sustentável por reduzir pela metade a emissão de Gases de Efeito Estufa em comparação com o papelão (baseado em ACV), promover economia de 25% de energia elétrica, reduzir em até 80% o uso de água e ter custos de produção ao mínimo.

Os primeiros produtos desenvolvidos pela growPack são o bioRing, para a Ambev, que é um suporte que encaixa seis latas de cerveja e substitui embalagens de plástico e de papel em uma produção continua, e o gBox, para o iFood, com uma tiragem inicial de teste de 50 mil embalagens.

Em 2019, a startup foi nomeada como um dos projetos mais inovadores da América Latina pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e pelo Instituto Tecnológico de Buenos Aires (ITBA). Em 2020, participou da segunda turma da Aceleradora 100+, programa da Ambev que une inovação e sustentabilidade. Em 2021, após uma rodada de investimento, a companhia passou a ser investidora líder, realizando um piloto neste mesmo ano.

“A empresa busca por excelência e atitudes cada vez mais sustentáveis para o planeta, criando biomateriais, tecnologias regenerativas e circulares através de esquemas produtivos e de uma tecnologia de conversão eficiente. Estas duas soluções permitem a growPack transformar o excesso de biomassa do campo em embalagens compostáveis de fibra termomoldada – uma espécie de impressora 3D, que são competitivas em funcionalidade e preço mesmo em baixas escalas”, afirma Exequiel Bunge, um dos fundadores da growPack .



Exequiel Bunge, um dos fundadores da growPack
Exemplo de embalagens produzidas pela growPack para o iFood
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