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Em todo o mundo, novas embalagens sustentáveis chegam às gôndolas

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Executivo da Ibema relata experiência vivida recentemente em países da Europa

Por Leonardo Reis*

Acabo de voltar de uma série de agendas de visitas a clientes, end-users e pesquisas de mercado por Grécia, Portugal, Espanha, Inglaterra, Irlanda e Canadá, e uma coisa percebi em todos esses países: as embalagens sustentáveis atraem cada vez mais consumidores. Já era assim pelo atrativo de design e funcionalidade, e agora se acrescenta o quesito sustentabilidade, com o banimento do plástico single use e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

Há estimativas que indicam que até 2050 haverá mais plástico do que peixe nos oceanos, e isso é alarmante. Em todas as reuniões de que participei, o tema das resinas biodegradáveis foi citado, pois elas permitem isolar as embalagens da umidade e gordura e ao mesmo tempo possibilitam a reciclagem.

Nesse sentido, a partir de 2024, a União Europeia só aceitará embalagens com no máximo 10% de plástico – o equivalente a uma janela de visualização do produto ou uma camada única de polietileno.

Além disso, há várias outras iniciativas em andamento, como a taxação sobre embalagens plásticas em toda a União Europeia, e a proibição de embalagens em frutas, verduras e legumes na França, por exemplo.

É muito interessante notar como os europeus amam embalagens! O consumo por lá é de 14 kg de embalagens por habitante a cada ano – enquanto a média da América Latina fica em 4 kg. Inclusive, é comum ver um mesmo produto, com o mesmo peso e composição ser vendido em duas opções de embalagem: biscoitos em flow pack de plástico ou em caixas de papel; chá em caixas de papel ou metal; e por aí vai.

Isso mostra que esse aspecto de marketing de produto, ainda tão pouco explorado no Brasil, é uma avenida de oportunidades para a cadeia de produção de embalagens. O uso de todas as dimensões e faces, aplicação de recursos como gofragem, relevo, verniz, hot stamping, entre outros, eleva o valor percebido do produto final.


Brasil dita tendência na região
Pensando na América do Sul, é impressionante como os empresários dos países vizinhos acompanham de perto o que acontece no Brasil. Em 1960, o PIB brasileiro representava 26,4% das riquezas produzidas no subcontinente; hoje, representa 50,4%, com mais de 220 milhões de consumidores. Todos esperam poder transacionar seus bens e serviços conosco e vamos continuar fazendo nossa parte para isso.

**As opiniões expressas em artigos representam as opiniões de seus autores e não, necessariamente, dos editores do Conecta Verde.

Conteúdo por:

Leonardo Reis*

*Leonardo Reis é gerente de negócios internacionais da Ibema.

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