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VITRINE: nova editoria estreia destacando ações e inovações em embalagens sustentáveis de três gigantes da indústria

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Conheça as novidades da Unilever, Nestlé e BRF

Por Elen Nunes / Editado por Flavius Deliberalli

A partir de hoje, você poderá acompanhar uma nova editoria aqui no portal Conecta Verde: VITRINE. Esse novo espaço vai apresentar periodicamente – e com detalhes – produtos disponíveis nos pontos-de-venda do Brasil, com cases de embalagens que foram pensadas de forma estratégica, considerando o impacto no meio ambiente, seja no desenvolvimento e/ou no processo produtivo. Aqui você vai ter acesso também a explicações mais profundas dos profissionais que desenvolveram essas soluções e/ou que são responsáveis pelas áreas de sustentabilidade e inovação das marcas. E para a estreia da nova editoria, destacamos novidades de três gigantes do setor de alimentos. Confere com a gente!


Unilever
Globalmente, a Unilever tem investido em pesquisa e desenvolvimento de embalagens para acelerar inovações que reduzem o uso de plástico em seus produtos e processos e que são baseadas em pilares de inovação que, segundo a empresa, passam por: leveza; concentração; refil, reutilização e retorno; embalagem livre de plástico; alteração do formato/design da embalagem e mudança de formato do produto.

Dessa forma, a Unilever apresenta dois lançamentos recentes da com embalagens que empregam inovação para impulsionar a economia circular de materiais cuja reciclagem é pouquíssimo desenvolvida no mundo. Na categoria de alimentos, foi realizada uma mudança nas embalagens de Knorr que passou a utilizar material reciclável, o polipropileno monomaterial, nas linhas Meu Assado e Sopinhas Knorr.

Outro exemplo recente que foi desenvolvido pela empresa junto com parceiros é a nova linha de arrozes especiais Ritto, lançada pela marca Mãe Terra, que traz uma embalagem stand up pouch (SUP) monomaterial totalmente feita à base de polietileno, produzida a partir de uma única matéria-prima, sem a tradicional laminação.

Segundo Zita de Oliveira, gerente de sustentabilidade Latam da Unilever, a produção das embalagens de Mãe Terra foi realizada com a tecnologia EB (Electron Beam), processo inovador de impressão externa por cura com feixe de elétrons patenteado com exclusividade pela Antilhas Embalagens. Tal tecnologia, segundo as empresas envolvidas, garante qualidade de impressão superior, com o mesmo brilho de material laminado e possibilidade de acabamentos externos com apelo sensorial. Além disso, permite benefícios adicionais no processo operacional: redução de até 50% no consumo de energia elétrica, sem perder a qualidade de cor e brilho do material final; e redução de até 95% dos compostos orgânicos voláteis, fator que reduz a emissão de gases causadores do efeito estufa.

Ainda segundo Zita, o que a empresa buscou com o desenvolvimento dessas novas embalagens foi utilizar materiais que fossem mais fáceis de serem reciclados com as técnicas que temos aqui no Brasil. Ela afirma também que essas inovações favorecem a cadeia de reciclagem plástica, pois facilitam o processo de separação dos materiais e aumentam seu índice de reciclabilidade.

“Agora, quando falamos sobre embalagem de stand up pouch, de Mãe Terra, ou das sopinhas Knorr, temos uma inovação que favorece a cadeia de reciclagem plástica, pois facilita o processo de separação dos materiais, aumentando seu potencial de ser reciclado por não possuir mistura de matérias-primas. A reciclagem desse material gera uma resina de melhor qualidade e, consequentemente, com uma gama maior de possibilidades de aplicação. É uma inovação que abre portas para outras empresas e ajudará a impulsionar o índice de reciclagem e de recuperação desse plástico, que atualmente é muito baixo”, explica a gerente.

Zita de Oliveira, da Unilever

Nestlé
A Nestlé anunciou, no final de 2021, a remoção das tampas de plástico de todos os produtos da marca Nescau comercializados em garrafinhas pet graças a uma tecnologia “abre fácil” – uma abertura também em material pet que encolhe ao receber ar quente, ganhando formato e substituindo a função da tampa, vedando a entrada de ar. Essa mesma tecnologia também foi implementada nos produtos das linhas Nescafé, Neston e Alpino. Com a iniciativa, a empresa informou que deixou de utilizar quase 35 milhões de tampas por ano, o que representa cerca de 150 toneladas de plástico.

“Na Nestlé, atuamos em uma jornada de repensar as embalagens e criar possibilidades com menos impacto ambiental e, para isso, investimos em inovação e tecnologia redesenhando rótulos e embalagens e até ajustando processos produtivos e equipamentos nas fábricas. E a inovação é um ingrediente muito importante para alcançarmos a nossa meta global de tornar 100% de nossas embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025, pois ela nos auxilia a criar embalagens que chamamos de projetadas para reciclagem – o que requer muita pesquisa e desenvolvimento. Para isso, contamos também com parceiros externos para mapear novas formas de embalagens, materiais e sistemas de logística reversa, por exemplo”, detalha Cristiani Vieira, gerente de sustentabilidade da Nestlé Brasil.

Vale ressaltar que todas as embalagens tem o endosso do Programa RE, iniciativa da Nestlé Brasil que tem como premissa REduzir, REcriar e REpensar os aspectos-chave das operações, alinhado com a jornada de Regeneração para educar e abrir o diálogo com os consumidores e apoiar o desenvolvimento da cadeia de reciclagem e economia circular.

Como parte de sua jornada para a regeneração, a empresa tem o compromisso de promover iniciativas e inovação para diminuir o uso de material de embalagem e trazer alternativas com menor impacto ambiental, além de olhar para a questão da educação ambiental e engajamento dos consumidores, promovendo mudanças de hábitos que podem resultar em um mundo mais sustentável para todos, em um desafio que transpõe a embalagem, envolvendo manufatura, operações e consumo.

“Retirar o plástico das caixas de Especialidades, por exemplo, demandou o desenvolvimento de uma nova embalagem – sem ser flow pack ou de envelopamento – para garantir a qualidade dos bombons, bem com mudanças e investimento na linha de operação. Além disso, tivemos que educar o consumidor e contar que nada estava faltando, que foi uma decisão nossa eliminar o plástico, mas que garantimos a qualidade do produto”, reforça a executiva.

Cristiani Vieira, da Nestlé (Crédito da Imagem: Edu Leporo)

BRF
Um dos destaques da BRF vem de Sadia Veg&Tal, com o desenvolvimento da primeira linha de frangos plant-based carbono neutro do Brasil. Segundo a empresa, as emissões são neutralizadas do plantio à venda por meio de conservação florestal. Concebida para ter as emissões 100% neutralizadas, a linha teve a pegada de carbono calculada desde o cultivo dos grãos até o fim do ciclo de vida da embalagem do produto. Elaborado em parceria com a empresa EnCiclo, o cálculo passou por auditoria da certificadora SGS e a compensação foi realizada através da compra de créditos de carbono em projeto de conservação florestal (REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) nos estados do Amazonas e Acre, por meio da Agrocortex. A embalagem é reciclável, conforme o compromisso da empresa em ter 100% de suas embalagens recicláveis, reutilizáveis ou biodegradáveis até 2025.

Outra iniciativa que a marca ressalta é a parceria entre Qualy e a eureciclo. Em vigência desde meados do ano passado, o acordo garante que para cada pote vendido, o equivalente a seu plástico utilizado (polipropileno) é reciclado. Vale lembrar que a marca já utilizava embalagem 100% reciclável e incentivava o reuso dos potes.

“Com a expertise da eureciclo, é possível garantir que o processo de logística reversa seja monitorado e certificado até a sua conclusão. A parceria também contempla o apoio a cooperativas para coletar o equivalente do polímero utilizado nas embalagens e é vendido para as recicladoras. Depois disso, é transformado em matéria-prima para diversos tipos de produto no mercado, como eletrodomésticos, brinquedos, carpetes, autopeças entre outros”, reforça Carolina Furlan, gerente executiva de Inovação BRF.

A parceria já compensou 4.253 toneladas de plástico nos últimos seis meses, beneficiando 13 estados do país e impactando mais de 900 famílias – por meio de melhorias nas condições de trabalho e renda, de forma direta e indireta.

Carolina Furlan, da BRF
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