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Conecta Verde

#mulheresqueinspiram compartilham opiniões sobre a sustentabilidade

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Neste Dia Internacional da Mulher, reunimos depoimentos de mulheres que são destaque no mercado de embalagens e áreas correlatas

 

Editado por Flavius Deliberalli

Inspirar, informar e trazer a sustentabilidade no âmbito das embalagens ao centro do debate. Estas foram as principais motivações para a criação do portal Conecta Verde.

Diante disso, neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, como uma homenagem a elas, decidimos unir o útil ao agradável: reunimos depoimentos de mulheres, que são protagonistas em suas áreas de atuação, sobre expectativas relacionadas à sustentabilidade das embalagens e setores envolvidos. E mais do que isso, mulheres que se identificam com nosso propósito de viver em um mundo mais verde, mais sustentável, que preserve mais, que consuma o necessário, que recicle mais, que reaproveite mais e que desperdice menos.

Confira os depoimentos e inspire-se:

Carla Tennenbaum, co-fundadora da Ideia Circular
“Eu acho importante destacar, em primeiro lugar, que a gente precisa de mais do que sustentabilidade, da forma como ela vem sendo entendida e aplicada até aqui. Precisamos ir além da minimização de impactos negativos e gerenciamento de resíduos, e pensar como a indústria pode se tornar uma força regenerativa, com critérios claros e uma visão de futuro positiva para nos guiar. É isso que a economia circular e a metodologia Cradle to Cradle oferecem, e essa é a base do trabalho que fazemos na Ideia Circular. Para manter o valor dos materiais circulando em sistemas industriais inteligentes, essa precisa ser uma intenção clara e integrada na concepção e desenvolvimento de novos produtos e sistemas industriais.”

Luciana Rocha, consultora de embalagens
“A indústria de embalagens como um todo já percebeu,  em função dos impactos que causam no meio ambiente,  não ser possível manter os negócios da forma atual. Vejo empresas genuinamente preocupadas em minimizar a pegada de suas embalagens, seja na alteração de seus modelos de negócios, na pesquisa de materiais alternativos ou em investimentos em infraestrutura para coleta e reaproveitamento de resíduos. Minha expectativa é de que estes movimentos em prol da sustentabilidade cresçam ainda mais tornando-se práticas comuns do setor. Vejo uma grande oportunidade para a cadeia de embalagens se organizar e contribuir de forma efetiva para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.”

Denise Conselheiro, gerente de Educação do Instituto Akatu
“A indústria tem um papel essencial na implementação de um modelo de desenvolvimento mais sustentável. Ampliar a oferta ao consumidor de alternativas mais sustentáveis, com menos impactos negativos para indivíduos, sociedade e meio ambiente, e informar corretamente a todos sobre os atributos de cada produto são elementos estratégicos para, de fato promover, o consumo consciente em larga escala.”

Assunta Camilo, diretora do Instituto de Embalagens
“Estou muito otimista. Hoje, o setor de embalagens tem a tecnologia para apoiar o desenvolvimento de modelos de Economia Circular. A indústria de reciclagem já atingiu a geração 4.0, além da disponibilidade da inteligência artificial, Big Data, entre outras soluções ou ferramentas. A produção de embalagens envolve inúmeras cadeias, uso de diferentes matérias primas e energia, assim otimizar este processo é essencial. A economia circular de embalagens é o futuro hoje: estabelecer projetos de recuperação de embalagens pós-consumo e criar um ciclo econômico de menor desperdício possível.
O design inicial do produto precisa considerar o que acontecerá com a embalagem após perder o seu valor de uso e a análise do ciclo de vida são fundamentais para fazer girar o modelo da economia circular. A reciclagem tem que ser prioridade, e isso se consegue através da rotulagem adequada dos produtos, da educação ambiental, do investimento em pesquisa de métodos e matérias-primas mais eficientes. Acreditem, temos muita tecnologia disponível para reduzir o impacto ambiental.
A função das embalagens é proteger os produtos, principalmente alimentos, assim o caminho para a perenidade do planeta e dos negócios passa pela economia circular. Os consumidores estão mais exigentes e conscientes do seu papel, querendo fazer parte de uma jornada de consumo mais sustentável. Estou confiante que teremos cada vez mais embalagens melhores para um mundo melhor!”

Thais Fagury, presidente da Abeaço e coordenadora do Prolata
“O filósofo francês René Descartes, um dos pensadores mais influentes da história, já no século 17 advertia que não existem métodos fáceis para resolver problemas complexos. Embora todos sonhemos com soluções mágicas, elas não existem. O processo é sempre mais trabalhoso, exigindo grandes doses de estudo, planejamento, dedicação e criatividade. De maneira geral, envolve também parcerias, união de esforços e cooperação. Entendo que esse seja o caminho para a sustentabilidade das embalagens: parcerias, união de esforços e cooperação.”




Helen Pedroso, diretora de relações institucionais na Rede Brasil do Pacto Global
“O setor empresarial e industrial, cada vez mais, entende que é fundamental atuar em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e que a sustentabilidade deve fazer parte das estratégias de negócios. As mudanças climáticas, assim como os 10 princípios universais nas áreas de Direitos Humanos, Trabalho e Anticorrupção estão aí e precisamos de compromissos públicos e metas ambiciosas para os mais diversos temas. Precisamos agir e rápido. Todas e todos precisamos contribuir para um mundo menos desigual e temos os nossos papéis nisso. E as empresas são fundamentais nessa busca. O engajamento do setor privado tem crescido, mas esperamos mais.”

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