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Grupo KWM e Packseven transformam plástico em embalagens de alta performance

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Empresas envolvidas informam que tecnologia permite que resinas feitas a partir de resíduos pós-consumo tenham o mesmo desempenho e características de plástico virgem

Editado por Flavius Deliberalli

O consumidor que comprar os packs da cerveja Devassa, produzida pelo Grupo Heineken, leva para casa bebidas embaladas com um filme plástico que tem muita história para contar. O shrink, proteção plástica que reveste as latas da marca, é produzido a partir de resíduos pós-consumo, aqueles que já passaram pelas mãos do consumidor final em algum momento. Uma parceria entre a cervejaria, a Packseven e o Grupo Kapersul Waste Management (KWM) é responsável pelo desenvolvimento de uma resina específica para a fabricação dessas embalagens flexíveis, resistentes e altamente sustentáveis.

O Grupo KWM, que atua nacionalmente com gerenciamento de resíduos, logística reversa e economia circular, desenvolveu a linha de resinas uPCR, a partir do plástico que coleta em suas operações. O uPCR, garante a empresa, pode substituir com segurança a resina virgem em uma gama variada de produtos. Já o projeto em larga escala para a cervejaria foi realizado com a participação da Packseven, que produziu o shrink personalizado com as especificações necessárias de tamanho, espessura, transparência, encolhimento e impressão. No caso do shrink da Devassa, o conteúdo reciclado representa 30% de todo plástico usado.

“Nosso intuito é inserir no mercado uma embalagem com menor pegada de carbono e maior apelo sustentável. Desde a concepção dos produtos, é fundamental que seja considerada também a ampliação e eficiência da reciclagem. Essa solução é relevante para o cliente e faz todo sentido para a Packseven. Trabalhamos juntos para estimular o consumo consciente do plástico e o retorno dos resíduos à cadeia produtiva”, comenta Kléber Àvila, executivo da Packseven.


Conforme informações das empresas envolvidas, a resina PCR foi escolhida para acelerar a economia circular dos plásticos e colaborar com a atuação de cooperativas de reciclagem. O processo de produção a partir do PCR é capaz de aumentar a vida útil e a reciclabilidade do material, contribuindo para a preservação do meio-ambiente.

“Metade dos resíduos vêm de cooperativas, tratando-se assim de pós-consumo residencial que deixa de ir para o aterro. A outra parcela é de resíduo pós-consumo industrial, resultado do próprio processo de gestão de resíduos do Grupo KWM”, explica Alessandro Gonçalves, gerente comercial da Plaskaper, unidade beneficiadora de plástico da KWM. “A origem do material é rastreada, comprovando-se ser um pós-consumo industrial e comercial legítimo”, acrescenta o executivo.

De acordo com as empresas envolvidas, o resultado é um material leve, resistente que protege o produto em todas as etapas do transporte e de qualquer contaminação, sem odor e com transparência, cumprindo todas as exigências de segurança para embalagens secundárias de produtos alimentícios.

Ainda segundo as empresas envolvidas, a linha de resinas uPCR também é uma importante solução para o grande volume de resíduos plásticos que é descartado atualmente, ao dar destino nobre a esse material e permitir que empresas de diversos segmentos atinjam metas internacionais de sustentabilidade. “Ao usar menos resina virgem, consequentemente reduz-se a emissão de gases de efeito estufa, gasta-se menos água na produção e amplia-se o lastro da economia circular e da logística reversa”, pontua Alessandro Gonçalves.


Mais informações:

Kapersul Waste Management
http://kwm.eco.br/

Packseven
https://packseven.com.br/

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