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Enquanto a América Latina avança em soluções conscientes, Brasil permanece sem regulação

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Chile, Colômbia, Peru, México e Argentina estão agindo de maneira consistente para coibir a poluição plástica

Por Gabriela Gugelmin*

Em todo o mundo, a forma como embalamos e consumimos produtos está passando por uma transformação silenciosa, mas poderosa. A cada avanço na legislação, percebemos que, além de proteger o meio ambiente, existe também um desejo coletivo de criar novos hábitos e abrir espaço para novas oportunidades. É uma mudança que une inovação, consciência e qualidade de vida.

Na América Latina, o Chile e a Colômbia se destacam como exemplos de liderança. Com um mercado mais maduro e legislações, os países utilizam extrusão de filmes para uma variedade impressionante de produtos: sacos de empacote, canudos, mexedores, hastes de cotonete, suportes de balões, sacolas para lavanderias, embalagens para frutas e verduras e até para revistas e recibos. Desde julho, a Lei 2232/2022 na Colômbia já proibiu oito tipos de produtos plásticos, um marco regulatório para o setor e um sinal de como a região pode avançar de forma concreta.

Outros países também caminham nessa direção. No Peru, as sacolas compostáveis já são obrigatórias nos supermercados e o segmento vem ganhando força, sinalizando um novo capítulo para o mercado. O México mostra um cenário mais diversificado, com regulamentações rígidas na Cidade do México e em Jalisco, onde sacolas já precisam ser compostáveis. A Costa Rica segue linha semelhante à colombiana, revisando sua legislação para restringir ainda mais os descartáveis. A Argentina também tem legislações que limitam o uso de plásticos, com foco principalmente em espessura mínima para sacolas e preferência para os compostáveis.

E o Brasil? Por aqui, ainda não existe uma legislação nacional unificada sobre o tema, o que mantém o mercado sem uma regulação específica. Isso nos coloca atrás de nossos vizinhos, mesmo com toda a diversidade cultural, criatividade empreendedora e capacidade de inovação que temos. É hora de reconhecer que, embora o plástico seja útil, já existem tecnologias melhores para o planeta quando se trata de plásticos de uso único — como o bioplástico compostável.

Ao incentivar o desenvolvimento de soluções criativas e apoiar empresas que já estão liderando essa transformação, o Brasil pode não só proteger o meio ambiente, mas também gerar novos negócios, criar empregos e oferecer mais opções conscientes para o dia a dia. As experiências de outros países mostram que essa jornada é possível e que os benefícios vão muito além do meio ambiente. Trata-se de construir um futuro em que economia, inovação e sustentabilidade caminhem juntas, trazendo ganhos para toda a sociedade.

**As opiniões expressas e os dados apresentados em artigos são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, o posicionamento dos editores do Conecta Verde. 

Conteúdo por:

Gabriela Gugelmin

*Graduada em Economia com especialização em Desenvolvimento Sustentável pela Columbia University (NYC) e diretora de Estratégia e Sustentabilidade da Earth Renewable Technologies (ERT).

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