Publicidade

Conecta Verde

Asfalto produzido com embalagens plásticas recicladas tem durabilidade três vezes maior do que o convencional

Compartilhar

Produzido pela Stratura Asfaltos, o GreenFlex® está sendo utilizado em trecho experimental na Rodovia Washington Luís

Editado por Flavius Deliberalli

O trecho de um quilômetro da rodovia Washington Luís, entre Rio Claro (SP) e São Carlos (SP), foi pavimentado com asfalto produzido a partir de embalagens plásticas recicladas. O chamado GreenFlex® foi utilizado pela Eixo SP Concessionária de Rodovias S.A., que administra a rodovia.

A tecnologia foi desenvolvida pelo Centro de Soluções de Engenharia da Stratura Asfaltos, que desenvolveu um material de menor impacto ambiental e que, ao mesmo tempo, apresentou uma durabilidade três vezes maior que a de um asfalto convencional.

“Nós chegamos à conclusão de que a durabilidade é três vezes maior do que a de um asfalto convencional. Ou seja, ele apresenta um tempo de vida muito maior, porque o plástico reciclável traz melhores propriedades ao ligante asfáltico e consequentemente ao pavimento”, avalia Emerson Maciel, gerente de operações e tecnologia da Stratura Asfaltos.

Ainda segundo a Stratura Asfaltos, para o trecho pavimentado da rodovia foram utilizadas 30 toneladas de asfalto modificado com polímero, produzido com 450 kg de plástico reciclado, o equivalente a 200 mil unidades de embalagens recicladas. “Isso corresponde a uma redução de 900 kg de gases do efeito estufa, 450 litros de petróleo, 1.360 kw de energia elétrica e 3.550 litros de água que seriam utilizados para a produção do plástico”, explica Maciel.

A pavimentação foi realizada através de uma parceria entre Eixo SP e Dow Brasil, sendo que para se chegar ao produto final, foram realizados diversos testes e misturas nos laboratórios da Stratura Asfaltos.

“Gostaríamos que essa solução pudesse ser implementada no Brasil inteiro. Fizemos um cálculo rápido, e, se conseguíssemos levar esta solução para todos os trechos pavimentados do país, poderíamos retirar do sistema em torno de 800 mil toneladas de plásticos”, afirma Renata de Oliveira Pimentel, cientista de Desenvolvimento e Aplicação da Dow Brasil.

Para o desenvolvimento do asfalto, as embalagens plásticas pós-consumo são separadas por uma cooperativa, que as envia para outra empresa que faz toda a parte de processamento e de limpeza e extração de resíduos, para que o plástico seja coprocessado. Depois desta etapa, o plástico é transformado em pastilhas plásticas, que são incorporadas dentro do ligante asfáltico.



Mais informações:


Eixo SP
www.eixosp.com.br

Dow Brasil
www.dow.com

Stratura Asfaltos
www.stratura.com.br

Conteúdo por:

Deixe um comentário

Recomendados para você

Pesquisar

Publicidade

Últimas notícias

Temas mais publicados