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Conecta Verde

A responsabilidade ambiental por trás do papel

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Papirus, MD Papéis e Forest Paper revelam como vão muito além de simplesmente produzirem papel

Por Elen Nunes / Editado por Flavius Deliberalli

VITRINE, espaço do portal Conecta Verde dedicado a apresentar periodicamente – e com detalhes – produtos, soluções e embalagens que foram desenvolvidas de forma estratégica para exercer menos impacto no meio ambiente, além de demais iniciativas nesse sentido, está de volta.

Diante de um cenário crítico de aquecimento global, a indústria no mundo está em transformação para atender as necessidades de produção mais limpa e consumo consciente. Pelo mesmo motivo, a sociedade também está mudando seus hábitos, e isso se confirma através de inúmeras pesquisas, inclusive as de consumo, como por exemplo a Vida Saudável e Sustentável 2022: um estudo global de percepções do consumidor, divulgada recentemente pelo Instituto Akatu e GlobeScan. A pesquisa apontou que entre 43 e 55% dos brasileiros afirmam que o fato de um produto ser ecologicamente correto influencia “muito” a sua decisão de compra.

Dessa forma, fabricantes de todos os materiais e fornecedores de toda a cadeia produtiva e usuária de embalagens estão, cada vez mais, investindo em pesquisa e desenvolvimento, tecnologias e parcerias colaborativas, para alcançarem suas metas de “sustentabilidade”.

No setor de papel não é diferente. Estamos falando de um mercado que passou por muitas transformações nos últimos anos e que vem realizando esforços com o objetivo de minimizar seus impactos ambientais e atestar transparência às suas inciativas para prosseguir com a preferência em alta na escolha dos consumidores (consequentemente dos brand owners) quando o assunto é embalagem.

Confira, a partir de agora, como alguns fabricantes de papel estão se movimentando nesse sentido.

Papirus
Uma das maiores produtoras de papelcartão de material reciclado do país ostenta a certificação “Empresa B”, que reconhece empresas em âmbito global que atuam por uma economia inclusiva, equitativa e regenerativa. A fabricante de papéis também destaca que está preparada para atestar a sustentabilidade de seus produtos, inclusive o índice de material reciclado utilizado.

A respeito de produtos, a empresa oferece ao mercado 13 cartões que compõem a linha Vita, como o Vitacycle, papelcartão produzido com 40% de fibras recicladas pós-consumo, e o Vitacarta, papelcartão 100% reciclado, sendo 30% pós-consumo. Outro ponto positivo deste produto é que ele integra o Programa Papirus Circular, criado em parceria com a cleantech Polen e que permite certificar e catalogar informações referentes à rastreabilidade e origem dos materiais reciclados recebidos das cooperativas e de outras fontes, a fim de transformá-los em créditos de reciclagem, em processo semelhante ao de créditos de carbono. Porém, neste caso, as empresas podem adquirir créditos para zerar ou reduzir suas emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa).

“Como todo o processo atende às exigências de geração de créditos estipulada pelo Ministério do Meio Ambiente e pelos órgãos ambientais dos estados e é realizado por meio do sistema de blockchain, os créditos são certificados, garantindo transparência e segurança para as marcas e consumidores quanto à sustentabilidade dos produtos. Desta forma, a empresa agrega valor para esses fabricantes de bens de consumo”, explica Amando Varela, Co-CEO e diretor comercial e de marketing da Papirus.

Como case de sucesso envolvendo seus produtos, a empresa reforça o projeto de economia circular realizado em parceria com a RaiaDrogasil e prevê o recolhimento das embalagens de remédios usadas para a fabricação de novas embalagens de papel de seus produtos.

Amando Varela, da Papirus
Parceria da Papirus com a RaiaDrogasil e os produtos da marca Natz

MD Papéis
A empresa, que atua desde 1945 produzindo papelcartão para os mercados de embalagem, gráfico e editorial, lançou oficialmente em julho desse ano o Botipaper, um papelcartão 100% reciclado, criado para uso exclusivo do Grupo Boticário.

O Botipaper é produzido a partir de aparas pré e pós-consumo, sendo que em sua composição foram utilizados resíduos celulósicos dos processos de produção do Grupo Boticário, coletados nas unidades de Camaçari (BA) e São José dos Pinhais (PR). Também foram aproveitadas as aparas coletadas no projeto “Preço de Fábrica”, na unidade de Camaçari (BA).

Dentre os resultados positivos obtidos com o Botipaper, estão a melhoria da superfície de impressão e a redução na absorção de tinta do papelcartão, gerando mais economia e uma melhor maquinabilidade no processo gráfico, o que confere uma embalagem com uma melhor apresentação ao mercado consumidor.

“Apoiar a iniciativa de uma empresa tão conceituada nos enche de orgulho e nos dá a certeza de que estamos no caminho certo, para garantir um mundo melhor às próximas gerações”, avalia Aldinir Nascimento, diretor de operações da MD Papéis.

Aldinir Nascimento, da MD Papéis
O Botipaper

Forest Paper
A convertedora de papel, que conta com mais de 35 anos de atuação no mercado gráfico, figura como uma das principais fornecedoras de soluções integrais em insumos e serviços para as indústrias papeleiras e gráficas do país.

Um dos diferenciais da atuação da Forest Paper é a parceria estratégica com a Revita Ambiental, uma das maiores recicladoras de embalagens longa vida da América Latina. De acordo com a Forest Paper, essa parceria permite reintegrar a celulose de fibra longa, o alumínio e o plástico à cadeia produtiva, disponibilizando matéria-prima para indústrias como a de construção civil (com as telhas ecológicas e sustentáveis de fibrocimento), alimentícia (com sacos para embalagens), automotiva (com papel mascaramento), varejista (com o slip sheet), pet (com a forração higiênica, sustentável e compostável para pets), celulose e papel, gráfica e de alumínio.

As embalagens longa vida são coletadas e separadas em cooperativas. A Revita Ambiental compra essas embalagens e as desagrega com tecnologia que permita separar o papelcartão do plástico e do alumínio. Esse papelcartão de fibra longa virgem, ao passar pela primeira reciclagem, torna-se celulose de fibra longa com o comprimento da fibra praticamente intacto. Isso permite um produto da economia circular de alta performance, podendo ser utilizado na produção de kraftliner, papelcartão e até mesmo em telhas de fibrocimento, por exemplo.

“Juntas, a Forest Paper e a Revita Ambiental, fazem o reaproveitamento de produtos, materiais e componentes que são considerados ‘lixo’ ou ‘descarte’ para outras empresas, mas que ganham vida por aqui”, explica Leonardo Reis, diretor de marketing e exportação da Forest Paper.

Essa parceria ainda gerou como fruto o AmbiKraft, kraftliner da economia circular. A Forest Paper garante que este kraftliner reciclado é o único no mercado brasileiro produzido com celulose de fibra longa reciclada, obtida através da desagregação de embalagens longa vida.

Ainda conforme informado pela Forest Paper, o AmbiKraft pode ser utilizado em sacos, como os produzidos atualmente para o iFood, sacolas, chapas de papelão ondulado, caixas de transporte e flowpacks, e apresenta como diferença em relação aos “semikraft”, que são produzidos com aparas de papeis misturados e de baixa qualidade, uma mescla de fibra longa e curta em seu primeiro processo de reciclagem, o que preserva o comprimento da fibra e garante mais qualidade e resistência.

Leonardo Reis, da Forest Paper
Saco do iFood produzido com o AmbiKraft da Forest Paper
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