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Owens Illinois, Revida e o Programa Península Lixo Zero se unem para viabilizar a coleta e a logística reversa de embalagens de vidro na região de Maraú, na Bahia

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Até o momento, inciativa já retirou 32 toneladas de vidro da região

Editado por Flavius Deliberalli

Um dos paraísos turísticos brasileiros, a Península de Maraú, no Sul da Bahia, enfrenta um desafio comum a diversos municípios: a gestão de resíduos. A região possui cerca de 20 mil habitantes, mas, na alta estação, o número de pessoas nas redondezas pode chegar a 300 mil com a presença dos turistas. E os resíduos gerados pela população vão parar no lixão da Península, numa Área de Proteção Ambiental (APA), em um mangue. São 25 mil toneladas de lixo por ano, com tendência crescente.

Preocupada com esse cenário, a documentarista e ambientalista Gabriele Kull, moradora da região, criou o Programa Península Lixo Zero, que contempla educação ambiental, logística reversa e infraestrutura. A iniciativa conta com o patrocínio da embaixada da Suíça e a cooperação de instituições locais, empresas e da sociedade civil.

A expectativa é que em cinco anos, o programa organize a gestão de resíduos sólidos local. Numa primeira fase, foi instalada a Vila Circular, um centro de compostagem e gestão de resíduos recicláveis ​​que funciona como um modelo de economia circular na Praia de Algodões, na entrada da Península.

Um dos grandes obstáculos do projeto era dar destino ao vidro, que representa 20% de todo o resíduo que é gerado. O difícil acesso ao município, por uma única estrada de terra, tornava inviável os custos com o frete para a retirada do material e moradores e, principalmente, estabelecimentos comerciais, como bares, restaurantes e pousadas, não tinham onde armazenar vasilhames.

Assim, entrou em cena a Owens Illinois (O-I), um dos maiores fabricantes de embalagens de vidro do mundo, que, em sua parceria com a beneficiadora de vidros Revida, ofereceu a solução. Foram cobertos os custos com o transporte do vidro, que segue primeiro até a sede da Revida, em Salvador (BA), onde a empresa limpa, separa e tritura o material, e encaminha os cacos para a fábrica da O-I, no Recife (PE).

“Acreditamos que a responsabilidade compartilhada gera a prosperidade coletiva. Mesmo sendo os maiores recicladores de vidro do país, ainda há muito a ser feito e é cada vez mais necessário liderar e promover iniciativas que conectem em rede os diferentes elos da cadeia, a fim de resolver um problema comum, gerar renda e viabilizar a logística reversa do vidro até nossos fornos”, comenta Alexandre Macário, líder da área de Economia Circular da O-I.

De acordo com a O-I, a iniciativa retirou, até o momento, 32 toneladas de embalagens de vidro da cidade de Maraú (BA).


Mais informações:

Owens Illinois
www.o-i.com

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