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Conecta Verde Pocket Class - 19-10-23

Novo Relatório da ONU sobre o Clima destaca encruzilhada crítica

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De acordo com relatório, apesar da crescente mobilização política e social, cenário ainda é negativo

Editado por Flavius Deliberalli

O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) das Nações Unidas publicou seu mais recente relatório sobre o clima, com as constatações científicas que passaram por revisão de pares de mais de 195 países sobre megatendências climáticas, seus efeitos e soluções.

Tomando por base os três relatórios anteriores dessa série, a evidência é clara: embora haja uma crescente mobilização política, empresarial e social, o cenário ainda é negativo, a menos que o mundo acelere com urgência os esforços para enfrentar a crise climática.

“Embora o tom deste relatório não surpreenda ninguém que esteja familiarizado com os três anteriores, o alerta é coerente: está ocorrendo um progresso lento, mas ele ainda representa apenas uma gota no oceano, em comparação com o tamanho da emergência. Para garantir o futuro que as próximas gerações merecem, com sistemas alimentares resilientes, recursos abundantes de água, bem-estar humano e conservação da biodiversidade, os líderes globais precisam ir muito mais além e mais rápido na redução das emissões, ao mesmo tempo em que aumentam a capacidade das comunidades e das empresas em adaptar-se aos efeitos da mudança climática”, diz Jennifer Morris, CEO da The Nature Conservancy.

O debate que se seguiu a esse relatório concentrou-se em saber se ainda é realista a meta do Acordo de Paris em manter a elevação da temperatura média global bem abaixo dos 2°C acima dos níveis pré-industriais e, ao mesmo tempo, empreender esforços para limitar esse aumento em até 1,5°C. Infelizmente, o relatório projeta que as atuais políticas climáticas tornam o aumento de 2°C extremamente provável neste século e que poderemos até alcançar a barreira dos 3°C até o ano de 2100.

O relatório ressalta ainda o fato de que ingressamos em uma era na qual nossas perspectivas não podem mais ser quantificadas de forma conveniente, reconhecendo avanços incrementais de 0,5°C.

O preenchimento da lacuna entre a ambição prevista no Acordo de Paris e a real implementação de soluções climáticas exigirá novas políticas e programas em maior escala, além da garantia de mais fluxos de financiamento público e privado para a ação climática – custos de curto prazo que são insignificantes diante dos benefícios de longo prazo.

Entretanto, há indicadores mais animadores: nos últimos dez anos, o custo dos recursos renováveis despencou, ao passo que sua eficiência aumentou significativamente e a conscientização e valorização do potencial de contribuição da natureza para o clima vêm crescendo continuamente.

Ainda sobre o relatório, destaca-se que a mudança climática não é uma escolha na qual os seres humanos ainda controlam o botão de liga/desliga e é essencial que busquemos a adaptação e a mitigação com igual vigor, particularmente para as populações de renda mais baixa e economias em desenvolvimento, grupos que frequentemente são os mais expostos aos impactos provocados pelo clima, apesar de terem sido aqueles que menos contribuíram para os problemas que estão enfrentando.


Mais informações:

The Nature Conservancy
www.tnc.org.br

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