Levantamento do Movimento Plástico Transforma aponta crescimento de 7% no uso de resíduo reciclado pelo setor, reforçando o avanço da
economia circular no país
Editado por Flavius Deliberalli
A indústria brasileira de alimentos e bebidas registrou um novo recorde no uso de plástico reciclado em 2024. Segundo o estudo “Monitoramento dos Índices de reciclagem mecânica de plásticos pós-consumo no Brasil”, encomendado pelo Movimento Plástico Transforma e realizado pela consultoria MaxiQuim, o setor incorporou 167 mil toneladas de plástico pós-consumo reciclado (PCR) em embalagens e outros itens utilizados ao logo da cadeia produtiva.
O volume representa um crescimento de 7% em relação ao ano anterior, evidenciando o avanço das iniciativas de reciclagem no setor e o fortalecimento dos compromissos ambientais assumidos pelas empresas do segmento.
De acordo com o levantamento, o plástico reciclado é aplicado principalmente em embalagens para alimentos secos, bebidas não alcoólicas, tampas, rótulos e filmes flexíveis. No caso das embalagens que entram em contato direto com alimentos (embalagens primárias), o PET reciclado é atualmente o único material PCR permitido pela regulamentação brasileira. Ainda segundo o estudo, em muitos casos, o material reciclado já substitui uma parcela significativa da resina virgem, sem comprometer requisitos essenciais como segurança sanitária, resistência, durabilidade e conservação dos produtos.
Já nas embalagens secundárias e terciárias, como caixas, envoltórios e estruturas utilizadas para agrupamento, armazenamento e transporte, além de itens logísticos e operacionais, o uso de plásticos reciclados é ainda mais amplo, incluindo materiais como PEAD PCR e PP PCR, reconhecidos pela maior resistência e rigidez. Essa adoção contribui para a redução do volume de resíduos destinados a aterros e acompanha a evolução das tecnologias de reciclagem, rastreabilidade de materiais e processos de certificação, que garantem qualidade e conformidade com as normas regulatórias do setor.
“A consolidação da economia circular depende de escala, e a indústria de alimentos e bebidas tem participação central nesse processo, tanto pelo volume de embalagens que utiliza quanto pela capacidade de induzir boas práticas em toda a cadeia”, avalia Simone Carvalho, integrante do grupo técnico do Movimento Plástico Transforma, que destaca também que a expectativa é que os volumes continuem
crescendo nos próximos anos, impulsionados por metas públicas de sustentabilidade e pelo decreto para logística reversa de embalagens
plásticas.
Mais informações:
Movimento Plástico Transforma
www.plasticotransforma.com.br
























