Trabalho foi publicado na revista ACS Omega, da Sociedade Americana de Química
Editado por Flavius Deliberalli com informações da matéria de André Julião | Agência FAPESP
Um estudo desenvolvido no Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (ICT-Unesp), em São José dos Campos (SP), e que foi publicado na revista ACS Omega, da Sociedade Americana de Química, mostra que a moringa ou acácia-branca (Moringa oleifera) tem potencial para a remoção de microplásticos da água.
“Mostramos que o extrato salino das sementes tem uma performance parecida com a do sulfato de alumínio, usado em estações de tratamento para coagular a água com microplásticos. Em águas mais alcalinas, ele teve um desempenho até melhor do que o produto químico”, conta Gabrielle Batista, primeira autora do estudo, realizado como parte de seu mestrado no Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGECA) da Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB) da Unesp.
De acordo com os responsáveis pelo estudo, a única desvantagem encontrada até agora em relação ao sulfato de alumínio foi o aumento de matéria orgânica dissolvida, cuja remoção poderia encarecer o processo.
“No entanto, em pequenas escalas como propriedades rurais e pequenas comunidades, o método poderia ser usado com baixo custo e eficiência”, diz Adriano Gonçalves dos Reis, professor do ICT-Unesp e coordenador do estudo.
Os testes do método de tratamento de água contemplam o uso de água da torneira, que foi contaminada experimentalmente com policloreto de vinila, mais conhecido como PVC e um dos mais perigosos para a saúde humana.
Atualmente o grupo testa o extrato de semente de moringa usando água coletada do rio Paraíba do Sul, em São José dos Campos (SP) e os experimentos demonstram notável eficiência.
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ICT-Unesp
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