Bloco da Reciclagem levou centenas de catadores ao Ibirapuera, unindo sustentabilidade, inclusão social e geração de renda na maior festa popular do país
Editado por Flavius Deliberalli
Após os dias de folia pela cidade de São Paulo, o Bloco da Reciclagem 2026 contabilizou mais de 25 toneladas de materiais recicláveis recuperados entre o período pré-Carnaval (dias 7 e 8) e o Carnaval, entre 14 e 17 de fevereiro. Os números se referem ao trabalho de centenas de catadores e catadoras de materiais recicláveis na Central de Triagem do Ibirapuera, onde estiveram concentrados mega blocos da programação do Carnaval de Rua da capital paulista.
Com uso de tecnologia para garantir rastreabilidade, transparência e mensuração de impacto social e ambiental, o Painel da Circularidade registrou 25,88 toneladas recuperadas em todo o período, sendo 8,81 toneladas de alumínio e 13,54 toneladas de plástico, além de 1.001 metas cumpridas (925 de 20kg e 76 de 15kg), com atuação principal na central do Ibirapuera, além da operação na Consolação no dia 8 de fevereiro.
A operação, que também foi realizada nos dias 21 e 22 de fevereiro, período pós-carnaval, é executada pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), em parceria com a Ambev e a EcoUrbis, com apoio institucional da Prefeitura de São Paulo.
De acordo com os responsáveis pela operação do Bloco da Reciclagem, os resultados vão além dos números coletados. No impacto social e ambiental, foram mobilizados 250 postos de trabalho, com um valor de hora média superior a 255% da hora percebida pelo salário mínimo oficial, gerando impacto correspondente a 11 mil pratos de comida. No campo ambiental, a reciclagem realizada já representa economia de 66,95 barris de petróleo, preservação de 38,29 toneladas de bauxita, geração de mais de 188 mil MWh de energia economizada e redução de aproximadamente 106 toneladas de CO₂.
O Painel da Circularidade do Bloco da Reciclagem também apresentou dados sobre o perfil dos catadores presentes no Carnaval. Mais de 52% dos cadastrados na operação possuem entre 31 e 50 anos (com maioria do público masculino – cerca de 50%). Em relação a moradia, mais de 29% do total de catadores se definem como pessoas em situação de rua; e mais de 28% do total declara que trabalha como catador(a) a mais de dez anos.
“O Bloco da Reciclagem com atuação dos catadores e catadoras mostra que é possível unir sustentabilidade, geração de renda e protagonismo dos catadores na maior festa popular do país. Com o apoio de parceiros, a prestação de serviços dentro da folia garante o destino correto dos resíduos, além da oportunidade de renda extra para muitos catadores”, afirma Roberto Rocha, presidente da Ancat.
Para a Prefeitura de São Paulo, a ação é mais do que apenas uma iniciativa ambiental, é um projeto de inclusão e dignidade. “A prefeitura faz questão que os catadores sejam protagonistas nos grandes eventos, uma oportunidade para quem mais precisa. Na central de reciclagem, eles encontram uma estrutura profissional, em que recebem equipamentos de segurança e, ao final do dia, saem com dinheiro no bolso”, destaca Fabrício Cobra, secretário municipal das subprefeituras de São Paulo.
Mais informações:
Ancat
www.ancat.org.br
EcoUrbis
www.ecourbis.com.br
Ambev
www.ambev.com.br
Prefeitura de São Paulo
www.prefeitura.sp.gov.br
























