Unidade mecanizada terá capacidade de processar até 180 toneladas por mês e ficará como legado para a cidade após a COP30
Editado por Flavius Deliberalli, com informações de COP30 / Crédito da imagem: Igapó
No último dia 9 de novembro, em Belém (PA), foi inaugurada a primeira unidade pública de compostagem de resíduos orgânicos, implementada pelo Instituto Pólis, em parceria com o Global Methane Hub (GMH), a Casa Civil da Presidência da República, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a Prefeitura de Belém, através da Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (SEZEL), e o Governo do Estado do Pará, através das SEMAS e o SEBRAE.
A cerimônia de inauguração foi realizada na sede da Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis (CONCAVES) e contou com a participação de representantes do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), da Aliança Internacional de Catadores (IAWP), e do prefeito de Belém, Igor Wender, além de organizações internacionais ligadas ao meio ambiente.
A central de compostagem utilizará tecnologia mecanizada em tambor rotativo com capacidade para processar 150 toneladas mensais de resíduos alimentares, podendo chegar a 180 toneladas com a inclusão de restos de poda e folhas.
Além de atender à demanda da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) — que deverá gerar cerca de 13 toneladas diárias de resíduos orgânicos durante sua realização (10 a 21 de novembro) —, a iniciativa busca integrar cooperativas de catadoras e catadores ao sistema de coleta municipal para promover a destinação adequada dos resíduos.
O objetivo da iniciativa é fortalecer a reciclagem de resíduos orgânicos e consolidar a compostagem como uma solução contínua para a cidade de Belém (PA), tendo em vista a necessidade de mais políticas públicas e incentivos voltados à gestão de resíduos sólidos urbanos (RSU).
A nova unidade de compostagem foi articulada com políticas públicas e parcerias locais e será capaz de desviar os resíduos orgânicos do aterro, evitando emissões de gases de efeito estufa (GEEs), além de promover a transição justa no setor através da geração de renda e a inclusão de catadoras e catadores de materiais recicláveis no sistema.
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