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Recircula Brasil completa um ano

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De acordo com Abiplast e ABDI, programa consolida rastreabilidade, amplia cadeia para reciclados e prepara o país para novos mercados

Editado por Flavius Deliberalli

Em um momento em que a rastreabilidade e a sustentabilidade se tornam exigências estratégicas para a indústria, o Recircula Brasil completa um ano.

Segundo seus idealizadores, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o programa é referência nacional e internacional em economia circular e, nesse período, já certificou mais de 40 mil toneladas de plástico reciclado, integrando tecnologia, transparência e segurança jurídica para transformar resíduos em insumos valorizados.

“O mundo inteiro está mudando, cobrando mais responsabilidade ambiental das empresas e o Recircula Brasil nasceu justamente para dar uma resposta concreta a esse novo cenário. Agora, com a chegada de setores como o alumínio, o programa mostra sua força como uma ferramenta que estimula a economia circular e ajuda o Brasil a ganhar ainda mais espaço e relevância no mercado global”, afirma Ricardo Cappelli, presidente da ABDI.

O programa é operado pela Central de Custódia e mostra que é possível conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e compliance ambiental.

“O Recircula Brasil comprova que é possível aliar inovação, responsabilidade ambiental e desenvolvimento industrial. Ao oferecer rastreabilidade completa e segurança jurídica, o programa fortalece a competitividade da indústria nacional e abre portas para o Brasil em mercados cada vez mais exigentes”, destaca Paulo Teixeira, presidente-executivo da Abiplast.

Após seu primeiro ano de atividade, o programa tem como destaques os seguintes números:

• 389 fornecedores rastreados em dez estados, com forte presença nos polos industriais do Sul e Sudeste;

• 795 clientes mapeados em 20 estados, evidenciando capilaridade e confiança no material certificado;

• 50,2% da massa rastreada vem do comércio atacadista, seguida pelo comércio varejista (15,9%), indústria de transformação (11,4%) e cooperativas (4,3%), revelando potencial para inclusão ainda maior dos catadores;

• Os transformadores de material plástico lideram o consumo de reciclados certificados (31,0%), seguidos pelo setor industrial (28,0%) e construção civil (12,9%), mostrando que a rastreabilidade conquistou setores diversificados.


Na prática, o Recircula Brasil garante que cada quilo de plástico reciclado tenha origem e destino rastreados por meio do cruzamento de dados fiscais e operacionais. Ao certificar a cadeia de reciclagem, a ferramenta torna-se essencial para a efetivação da logística reversa.

O modelo confere segurança às transações, atende às exigências legais e agrega valor ao resíduo, transformando-o em um ativo estratégico para a indústria. Com isso, estimula a economia circular e fortalece práticas sustentáveis no setor produtivo.

“O Recircula Brasil é uma resposta concreta às demandas atuais por rastreabilidade e sustentabilidade. Ao unir tecnologia, segurança jurídica e integração setorial, conseguimos transformar resíduos em ativos estratégicos para a indústria nacional. Em apenas um ano, o programa já mostra seu potencial para reposicionar o Brasil como
referência em economia circular”, afirma Fernando Bernardes, CEO da Central de Custódia.

Por fim, as entidades envolvidas na gestão do Recircula Brasil informaram também que além de apoiar a formalização e inclusão de cooperativas de catadores, o programa está avançando para novas cadeias produtivas, como vidro, têxtil e alumínio — este último já em fase de testes para integrar a plataforma.


Mais informações:

ABDI
www.abdi.com.br

ABIPLAST
www.abiplast.org.br

Recircula Brasil
www.recirculabrasil.com.br

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