Solução será destinada a indústria de reciclagem de material plástico, transformadores plásticos e empresas adeptas de programas de logística reversa e ações de gerenciamento de resíduos
Editado por Flavius Deliberalli / Crédito da imagem: Magnus Larsson/iStock
Rastrear digitalmente os resíduos plásticos do descarte à reinserção como matéria-prima na fabricação de um novo produto: é esse o mote de uma ferramenta digital que começou a ser desenvolvida através de uma parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
De acordo com as entidades, a ferramenta vai poder emitir um Certificado de Economia Circular dos plásticos a partir do rastreio de seus resíduos e da verificação da circularidade, ou seja, do descarte ao reuso deles como matéria-prima a novos produtos e mercados, e com segurança jurídica dos dados utilizados. A previsão de entrega das primeiras funcionalidades é em dezembro.
Para Paulo Teixeira, diretor-superintendente da ABIPLAST, na prática, a ferramenta vai se valer dos dados de origem dos resíduos, custodiados por essa plataforma, de forma combinada às informações da indústria no uso dos resíduos como matéria-prima e reincorporados no processo produtivo.
“Essa é uma solução que vai nos permitir criar um indicador de circularidade mais robusto e mais claro quanto às informações sobre o plástico a partir do momento do descarte, além de mapear todos os agentes da cadeia produtiva em relação a critérios sociais e de governança. Com isso, é possível também garantir segurança jurídica para as empresas usuárias da plataforma – algo que, no final das contas, torna ainda mais atrativa a adesão a modelos circulares de economia”, explica.
Conforme informado pela ABIPLAST, a ferramenta poderá ser usada tanto pela indústria de reciclagem de material plástico, agente essencial à recuperação de resíduos e à reinserção deles na lógica produtiva, como por empresas adeptas de programas de logística reversa e ações de gerenciamento de resíduos, uma vez que, por meio de informações, possibilitará a elas a otimização de seus projetos e ações.
Outro público-alvo são os transformadores plásticos e brand owners, pois a ferramenta permitirá que eles comprovem a utilização de conteúdo reciclado em seus produtos, com rastreabilidade, contribuindo com seus compromissos individuais de logística reversa e economia circular.
No caso dos recicladores, por exemplo, como não estão previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a ABIPLAST avalia que incluí-los nesse projeto é possibilitar a geração de valor percebido para a resina reciclada, o que reforçará a importância desses elos na cadeia.
“Tornar possível o monitoramento dessa cadeia e, com isso, agregar a ela rastreabilidade, dados e informações regionalizadas de resíduos e de sua reintrodução no mercado, com segurança e transparência, é também possibilitar avaliar gargalos e oportunidades para sua melhoria”, destaca Teixeira.
Mais informações:
ABIPLAST
www.abiplast.org.br
ABDI
www.abdi.com.br





















