De acordo com a entidade, material tem ciclo de reciclagem consolidado e alinhamento às novas exigências regulatórias
Editado por Flavius Deliberalli
A Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET) apresentou dados que reforçam a competitividade das embalagens PET. A entidade destaca que o material é um dos principais aliados da indústria brasileira de bens de consumo e vem consolidando participação em mercados-chave, além de registrar crescimento em novos segmentos.
Dados da ABIPET revelam que as embalagens PET têm participação superior a 95% nos segmentos de água mineral e óleo comestível, além de 70% no caso dos refrigerantes, onde a diversidade de embalagens é maior. No caso dos alimentos, a presença vem sendo ampliada, como ocorre no caso das maioneses, onde já alcança 45% em um setor que até recentemente era totalmente atendido pelo vidro.
O PET também vem conseguindo participação expressiva no mercado associado a hábitos de vida e consumo mais saudáveis. No caso dos chás, por exemplo, o market share alcança 80%. No segmento de sucos prontos para beber, em um prazo de 25 anos, a embalagem passou de uma presença quase inexpressiva para 40% do volume comercializado no Brasil. O crescimento também vem sendo verificado nos casos de bebidas rehidratantes e energéticos.
“A adoção do PET representou uma transformação importante para diversos segmentos industriais. Comparada a alternativas existentes no mercado, de maior custo de produção e transporte, a embalagem permitiu ganhos de produtividade ao longo de toda a cadeia, reduzindo custos operacionais que resultaram em preços mais acessíveis ao consumidor final. Isso democratizou o consumo de uma ampla variedade de alimentos e bebidas por parte da população”, afirma Auri Marçon, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET).
A entidade informou também, que além das vantagens econômicas já consolidadas, a competitividade do PET é reforçada por fatores estratégicos do ponto de vista ambiental: seu elevado índice de reciclagem e circularidade – em 2024, foram reciclados cerca de 410 mil toneladas de embalagens PET pós-consumo no Brasil, e o contínuo investimento em tecnologia, que nas últimas décadas reduziu o peso das embalagens (com a consequente diminuição no uso de matéria prima e do custo).
Outro indicador relevante apresentado pela entidade é a crescente utilização do PET reciclado na produção de novas embalagens: 49% de todo o material reciclado tem como destino a fabricação de preformas e novas embalagens, fortalecendo o modelo conhecido como bottle-to bottle, no qual uma garrafa usada retorna ao mercado como uma nova embalagem para alimentos e bebidas.
Por fim, a ABIPET destacou a implementação do novo sistema de logística reversa para embalagens plásticas estabelecido pelo Decreto nº 12.688/2025, como mais um fator que amplia a competitividade do material. O decreto estabelece metas relacionadas à recuperação de embalagens pós-consumo e ao uso de conteúdo reciclado na fabricação de novos produtos.
“O PET chega a este novo momento regulatório com uma infraestrutura de reciclagem madura, capacidade instalada em expansão e um histórico comprovado de circularidade. Trata-se de uma embalagem que alia competitividade econômica, eficiência ambiental e capacidade real de atender aos desafios das metas de reciclagem e incorporação de material reciclado”, avalia o presidente da ABIPET.
Mais informações:
ABIPET
www.abipet.org.br




















