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Yattó divulga dados sobre diagnóstico de rejeitos nas cooperativas

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Análise considerou 42 organizações de reciclagem em cinco regiões do Brasil

Editado por Flavius Deliberalli com base em dados da Yattó / Crédito da imagem: Yattó

A Yattó divulgou dados de um estudo sobre os rejeitos nas cooperativas. De acordo com a empresa, a análise foi realizada entre 2025 e a primeira quinzena de junho de 2026, considerando 42 organizações de reciclagem em cinco regiões do Brasil, reunindo 1.165 cooperados e cerca de 3.830 toneladas de material comercializado por mês — uma média de 90 toneladas mensais por organização.

A empresa destaca que a avaliação combinou fichas de visita aplicadas em campo com leitura de imagens de rejeito por inteligência artificial, cruzando dois métodos de coleta para transformar uma percepção difusa em dados.

Diante disso, foi constatado que embalagens plásticas flexíveis foram citadas como rejeito em 66% das visitas, seguidas por bandejas de PET (49%) e isopor (41%). Além disso, o diagnóstico visual confirmou um padrão: resíduos orgânicos contaminados representam entre 30% e 50% do volume observado nas imagens, seguidos por embalagens flexíveis e multicamadas (20% a 35%), bandejas de PET (10% a 15%) e isopor (3% a 10%). PET colorido, copos de poliestireno, blísteres de remédio e acrílico aparecem com participação menor, entre 1% e 5% cada.

Outro dado importante do estudo é que a taxa de rejeito também varia por região: Centro-Oeste lidera com 35%, seguido por Norte (30%) e Nordeste (28%); Sul (23%) e Sudeste (21%) têm os menores índices. Em algumas regiões do país, mais de um terço de tudo que chega a uma cooperativa não tem destino.

O mapeamento também consolidou indicadores sociais e de governança das 42 organizações avaliadas. A renda média informada pelos cooperados é de R$ 1.706 por mês. Entre o total de cooperados, 59,7% são mulheres, 44,2% se declaram pessoas negras, 39 são pessoas com deficiência e 102 se identificam como LGBTQIAPN+. Na frente de governança, 62,8% das organizações realizam atividades de educação ambiental, 39,5% têm fundo de reserva constituído e 32,6% possuem fontes adicionais de receita além da venda de materiais recicláveis.


Mais informações:

Yattó
www.yatto.com.br

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