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Movimento Circular destaca que para um Carnaval com menos resíduos é preciso incentivar a economia circular

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De acordo com a instituição, boa parte de materiais como o vidro e plásticos descartados nesse período ainda vai parar nos lixões, perdendo a oportunidade de reciclagem ou reaproveitamento na cadeia produtiva

Editado por Flavius Deliberalli / Crédito da imagem: Divulgação Fórum de Sustentabilidade

Sem o apoio dos catadores de materiais recicláveis na limpeza urbana, a tarefa de recolher os resíduos produzidos durante o Carnaval e dar destinação adequada ficaria mais difícil do que já é, analisa o Movimento Circular, um ecossistema colaborativo que se empenha em incentivar a transição da economia linear para a circular.

Segundo a instituição, dados das prefeituras de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), capitais com alta concentração de pessoas nessa época do ano, revelam que a coleta de resíduos nas ruas e sambódromo chegou a 456,5 toneladas e 500 toneladas respectivamente nos últimos anos, e mesmo com o trabalho dos catadores de recicláveis, muitos materiais descartados (principalmente vidro e plásticos) ainda vão parar nos aterros sanitários e deixam de ser reaproveitados na cadeia produtiva.

Para Edson Grandisoli, coordenador pedagógico do Movimento Circular, a falta de conhecimento e campanhas que estimulem ainda mais a reciclagem representam uma enorme perda de oportunidades. “Todo material descartado incorretamente pode gerar problemas de ordem socioambiental, prejudicando os recursos hídricos, o solo, a atmosfera e, diretamente, diferentes formas de vida. Dentro da perspectiva da economia circular, a reciclagem é um processo importante para reduzir os impactos socioecológicos, manter os materiais circulando por mais tempo e criar oportunidades de inclusão no mercado”, explica.

A respeito de incentivo à reciclagem, Grandisoli cita como exemplo a cidade de Olinda (PE). Nos últimos anos, a prefeitura formou uma espécie de força-tarefa com 719 catadores da Cooperativa do Centro da Promoção da Cidadania de Pernambuco (Coocencipe) para manter a cidade limpa e impulsionar a economia circular. No Carnaval passado, o esforço da cooperativa coletou 50,8 toneladas de material reciclável nos quatro dias de festa. E além disso, houve ainda um investimento de cerca de R$ 110 mil da iniciativa privada para aumentar a remuneração dos coletores no período e o fornecimento de kits de Equipamento de Proteção Individual (EPIs) por parte da prefeitura. Para o Carnaval deste ano, o município estima reunir cerca de 1.000 catadores inscritos e recolher mais de 80 toneladas de resíduos nas ruas e camarotes privados.

Outro exemplo é no Rio de Janeiro (RJ), onde a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) coleta materiais recicláveis na Passarela do Samba, exceto as latinhas, que são recolhidas por uma  cooperativa; disponibiliza o Galpão das Artes Urbanas para o bloco “Vagalume O Verde” criar fantasias e adereços com base em materiais reaproveitados, e em parceria com a ONG Sustenta Carnaval, projeto socioambiental de economia criativa, reaproveita os materiais recolhidos pela ONG na área de dispersão do Sambódromo e participa das oficinas de circularidade. Estas iniciativas estão prolongando a vida útil do aterro sanitário e minimizando os impactos ambientais associados ao Carnaval.



Mais informações:

Movimento Circular
www.movimentocircular.io

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