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Humanidade gastou em sete meses os recursos naturais que deveria gastar em um ano, alerta o Instituto Akatu

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No Dia da Sobrecarga da Terra, Instituto alerta para o uso excessivo dos recursos naturais renováveis do planeta

Editado por Flavius Deliberalli

O Dia da Sobrecarga da Terra serve mais do que um alerta. A cada ano que passa, a humanidade utiliza mais recursos naturais, como água, solo e ar puro, e despeja mais resíduos no meio ambiente, prolongando o uso de meios de produção e a adoção de estilos de vida insustentáveis.

Neste ano, o Dia da Sobrecarga da Terra, data que marca o momento em que a humanidade consumiu todos os recursos biológicos que o planeta é capaz de regenerar durante um ano, será em 28 de julho. Isso significa que até 31 de dezembro “consumiremos” 1,7 planeta, porém só temos um e essa conta não fecha. É o que alerta o Instituto Akatu, ONG dedicada à sensibilização e à mobilização para o consumo consciente e a sustentabilidade, a partir de dados da Global Footprint Network.

Se por um lado, este ano o Dia da Sobrecarga da Terra adiantou em um dia em relação ao ano anterior (29 de julho), caracterizando um crescimento mais lento da economia mundial, ainda afetada pela pandemia, por outro, significa que aprendemos pouco com a crise sanitária, quando a data regrediu 3 semanas — de 29 de julho em 2019 para 22 de agosto em 2020 — mostrando que uma redução, ainda que forçada, no consumo e na produção industrial pode ser positiva do ponto de vista de uso de recursos naturais renováveis, tão necessários para todos.

“Ainda que a antecipação em apenas um dia possa ser vista de forma positiva, precisamos entender que há muito a ser feito. É urgente a necessidade de novos modelos de produção e de consumo para reduzirmos as emissões de gases de efeito estufa e a demanda por recursos naturais para conseguirmos jogar o Dia da Sobrecarga da Terra para mais adiante”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

Para entendermos a gravidade do momento, é como se a humanidade estourasse todos os anos o limite do “cartão de crédito ambiental”, postergando o pagamento da fatura para as próximas

gerações. E isso é insustentável. “Estamos gastando os recursos naturais de um ano em sete meses e as consequências são visíveis na forma de crise climática, perda de biodiversidade, erosão do solo e escassez de água doce, por exemplo, além da incapacidade de absorção de resíduos”, explica Mattar.

Aqui é possível acessar o guia Primeiros Passos, elaborado pelo Instituto Akatu, para obter dicas sobre consumo consciente.


Mais informações:

Instituto Akatu
https://akatu.org.br/

Global Footprint Network
www.footprintnetwork.org

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