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ERT, produtora de bioplásticos, aposta no mercado brasileiro para ampliar negócios

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Empresa pretende dobrar investimentos e aumentar produção

Editado por Flavius Deliberalli

A Earth Renewable Technologies (ERT), green tech produtora de bioplásticos que nasceu em 2009 nos Estados Unidos, tem planos ambiciosos para o Brasil.

Com fábrica em Curitiba (PR) desde 2020, a empresa, que é uma das primeiras da América Latina e uma das únicas a atuar na produção de plásticos com base em biopolímeros biodegradáveis, quer tornar-se referência em soluções sustentáveis. Para tanto, aposta no bioplástico como substituto da resina tradicional, apontada como vilã do meio ambiente, devido ao longo período (centenas de anos) que leva para se decompor na natureza.

“Nosso objetivo é ser a maior produtora de bioplástico na América Latina até 2025, além de atuarmos como uma plataforma de soluções ambientais às empresas”, afirma Kim Gurtensten Fabri, presidente da ERT.

Até o momento, a ERT já investiu cerca de R$ 15 milhões na fábrica de Curitiba (PR) e quer, no mínimo, dobrar este investimento nos próximos três anos, o que permitiria a produção 15 mil toneladas de biopolímeros por ano. Vale lembrar que o mercado brasileiro representa atualmente cerca de 17% das vendas totais da empresa.

Para alavancar o seu negócio no Brasil, recentemente a ERT captou R$ 50 milhões junto a XP Private. “Essa captação vai permitir à ERT ampliar a capacidade de produção de bioplásticos, cuja demanda tem crescido muito em todo o mundo, inclusive no Brasil, já que as empresas estão cada dia mais preocupadas em cumprir metas de sustentabilidade com políticas de ESG. Além disso, os recursos serão aplicados em infraestrutura e tecnologia”, diz o presidente da ERT.

O mercado mundial de resinas bioplásticas, conforme dados da ERT, chegou a 2,2 milhões de toneladas no ano passado, entre resinas compostáveis e de base biológica, sendo 300 mil de PLA, com um CAGR de 25%. O total das resinas tradicionais alcançou 460 milhões de toneladas em 2021, mas com expansão anual menor, de 4,3%. Embora o mercado de bioplásticos ainda seja de 0.5% do total do mercado, a ERT entende que há grande potencial de crescimento.

O bioplástico da ERT é feito da cana de açúcar, biomassa de alto potencial de fermentação. A abundância da cana no Brasil foi um dos motivos que levou a empresa a instalar a fábrica no país. O principal diferencial da ERT em seu biopolímero é o resultado final com a utilização da cana. No lugar de um polímero tradicional, a ERT explica que faz um biopolímero que, além de desempenhar como plástico em termos de qualidade, pode ser descartado com o lixo orgânico, ou seja, ser compostado em um processo de três a seis meses e virar adubo.


Mais informações:

ERT
https://ertbio.com/

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